
O REVÓLVER DE TRAZER POR CASA
Querem fazer de mim o revólver de trazer por casa
fizeram já de mim o revólver de trazer por casa
aquele que toda a gente uma duas vezes na vida
encosta por teatro a um ouvido
que acaba por se fechar envergonhado
Um bom revólver domesticado
algumas noções de pré-suicídio mas não mais
que a vida está muito cara e a aventura
nem sempre devolve o barco que lhe mandam
Quem espera por mim não espera por mim
e talvez me encontre por um acaso distraído
mas no meu obsceno mostruário de gestos
guardo o mais obsceno
para quando a ilusão se der
Alexandre O’Neill
in "Poesias Completas" Lisboa: Assírio e Alvim, 2000
1º Momento
1. Para dar início ao exercício, todos os alunos terão de se colocar de frente para o ecrã de projecção.
2. Será dada, a cada um dos alunos uma câmera, que está ligada ao projector de video, tal como uma folha com uma das palavras assinaladas. O aluno terá 30 segundos de preparação para iniciar a filmagem e transmissão, que deverá representar a palavra/conceito dado no poema. A transmissão/gravação deverá ter uma duração de 30 segundos.
3. Após a filmagem o aluno entrega a sua camera a um colega de modo a dar seguimento ao exercício, que deverá passar por todos individualmente.
2º Momento
1. Formar três grupos de trabalho. A cada grupo ser-lhe-á entregue uma estrofe do poema "O Revólver de trazer por casa" de Alexandre O`Neill.
2. Cada grupo terá que filmar num único plano, com um tempo máximo de um minuto, uma imagem-encenada, sem presença humana, que represente o excerto respectivo.
3. Após o material filmado, proceder-se-á à sua digitalização e à edição das imagens filmadas de cada excerto, de modo sequêncial, repeitando a estrutura do poema.
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